sexta-feira, 6 de novembro de 2009

PLC 122

Recebi um e-mail que transformei em postagem:

Olá, pessoal.

Por favor, leiam tudo:

Decidi repassar este e-mail porque ele é bastante oportuno e o seu tema gravíssimo, de conquências nefastas não apenas para a liberdade religiosa mas também para a liberdade de expressão em nosso país. Se for aprovado o PLC 122/2006 estaremos institucionalizando em nosso país o sistema de castas e todos aqueles que não forem classificados como homossexuais serão os párias. Vá a página do Senado Federal indicada pelo irmão Jorge abaixo e vote NÃO. Perceba que até o texto de divulgação da enquete já é tendencioso, rotulando de antemão os divergentes como intolerantes e preconceituosos. Caso você não esteja certo de qual postura adotar ou se acha que estamos fazendo tempestade em copo d'água, leia o texto do Olavo de Carvalho aqui http://www.olavodecarvalho.org/semana/070604dc.html e assista ao vídeo (http://www.youtube.com/watch?v=7vvdpiQDQLI&feature=player_embedded ou http://www.internautascristaos.com.br/index.php/forum/3-defesa-da-fe/1072-igreja-crista-x-movimento-gayzista.html#1074) (por incrível que pareça você deve ser registrado no Youtube - vejam o poder do movimento gayzista! - mas para assistir a outros vídeos, alguns bastante ofensivos à consciência de grande parte das pessoas, não).

Parte 1 do vídeo:



Parte 2:



Osmar Neves (com adaptações)

sexta-feira, 30 de outubro de 2009

Um mundo sem escolas públicas

Por Sam Blumenfeld


Como membro da Separation of School and State Alliance (Alliança Pela Separação entre Escola e Estado), que defende a revogação das leis de comparecimento obrigatório à escola e do financiamento público da educação, às vezes me pergunto como a América seria se as leis de freqüência obrigatória fossem abolidas e o governo saísse do negócio e do ensino.


Minha resposta é que nós provavelmente poderíamos nos tornar a nação mais educada do mundo. Por quê? Porque quando você está no controle de sua própria educação, você dar o melhor de si e, nesses tempos de alta tecnologia e recursos infindáveis, o que há de melhor está disponível para quem quer se atente a ele.


Vamos encarar o problema. As escolas públicas usam os livros didáticos mais maçantes para ensinar o que as crianças já enfadadas não se importam em saber. Na verdade, a maioria das escolas públicas nem sequer ensinam as crianças a ler satisfatoriamente. Eles usam métodos de ensino que criam uma leitura deficiente. Agora, se você estiver encarregado de ensinar seus filhos a ler, você usaria um método de alfabetização que produziria uma leitura deficiente? Claro que não. Você iria procurar um programa que produziria o sucesso na aprendizagem. Tais programas existem, não obstante o fato de muitas escolas públicas se recusarem a usá-los.


Nós tendemos a esquecer que os pais dos Founding Fathers (Fundadores da nação norte-americana) não eram obrigados a enviar seus filhos às escolas públicas do Rei George (monarca inglês). Havia total liberdade de ensino nas colônias, e é por isso que foi possível obter a melhor educação disponível - seja em casa ou em uma academia de propriedade de um indivíduo cujo trabalho era oferecer a melhor educação possível. E naquela época se entendia bem o que realmente significava educação. Primeiramente, é necessária uma base na Bíblia e a aprendizagem das línguas em que a Sagrada Escritura e a literatura teológica estavam escritas: latim, grego e hebraico. Significava o desenvolvimento das faculdades intelectuais, a capacidade de ler e de usar a linguagem. Entendia-se que o domínio da linguagem, que é a ferramenta básica do pensamento, seria a chave para o desenvolvimento intelectual.


Nas escolas públicas de hoje, os cérebros das crianças são embrutecidos pela utilização de métodos de ensino que parecem mais uma lobotomia pré-frontal não-cirúrgica. Crianças brilhantes e inteligentes são deliberadamente transformadas em idiotas mediantes métodos de ensinos calculados para fazer exatamente isto. Sabemos que as crianças são, por natureza, inteligentes, pois elas começam a aprender a sua língua materna pouco após o nascimento. Até o momento que elas estão prontas para ir à escola, elas dominam um vocabulário de milhares de palavras. Fazem tudo isso por si só, ouvindo e imitando as pessoas à sua volta, sem a ajuda de professores e escolas certificados pelo governo.


Todas as crianças, salvo aquelas com graves deficiências, nascem com uma faculdade natural de linguagem. Todas as crianças são, portanto, dínamos da aprendizagem de línguas, e a Bíblia nos diz por quê. Deus nos deu o poder da fala, porque Ele queria se comunicar com aqueles que Ele tinha criado. Na verdade, a função primordial da linguagem foi a de permitir ao homem conhecer a Deus. Em outras palavras, o conhecimento de Deus foi o primeiro passo na educação de Adão. A segunda função da linguagem era permitir a Adão conhecer o mundo. É o que a Bíblia diz em Gênesis 2:19:


“Da terra formou, pois, o Senhor Deus todos os animais, o campo e todas as aves do céu, e os trouxe ao homem, para ver como lhes chamaria; e tudo o que o homem chamou a todo ser vivente, isso foi o seu nome.”


Em outras palavras, Deus fez de Adão um observador do mundo natural à sua volta, um cientista e um lexicógrafo – um expansor da linguagem e um fabricante de dicionários. Então Deus deu Eva a Adão. A Bíblia diz: “Então Deus os abençoou e lhes disse: Frutificai e multiplicai-vos; enchei a terra e sujeitai-a; dominai sobre os peixes do mar, sobre as aves do céu e sobre todos os animais que se arrastam sobre a terra.” Portanto, a linguagem agora deveria ser utilizada para conhecer aos outros, explorar, descobrir, cultivar, conservar e conquistar. E, finalmente, Adão usou a linguagem para conhecer a si mesmo, porque a linguagem é a ferramenta do pensamento, e usamo-la para o nosso diálogo interior, na solidão do nosso ser.


Educadores de verdade, com conhecimento bíblico avançado, sempre souberam que o desenvolvimento da linguagem e o seu uso são o propósito inicial da educação. Em Deuteronômio nós aprendemos as funções religiosas e sociais da educação: conhecer a Deus e transmitir às gerações futuras esse conhecimento, esse amor, essa admoestação. A língua é o que media a transmissão cultural e religiosa. A Bíblia, passada de geração a geração, é um testemunho do valor eterno da Palavra de Deus. Um sistema de ensino que nega esta verdade patente não pode ser aceito por um povo temente a Deus.


Lemos no Evangelho de João: "No princípio era o Verbo, e o Verbo estava com Deus, e o Verbo era Deus." Assim, a palavra é a chave para tudo o que é de grande importância em nossas vidas. Mas a freqüência escolar obrigatória destruiu este conhecimento fundamental e esta apreciação. Você não pode sequer mencionar a palavra de Deus em uma escola pública. Se tivéssemos a liberdade de ensino, a Palavra de Deus poderia mais uma vez se tornar o centro da vida do povo americano.


Não há dúvida de que nos tornaríamos as pessoas mais educadas do mundo, porque deveríamos saber o que realmente é a educação e escolher os melhores meios para alcançá-la. Deveríamos reconhecer a nossa dependência de Deus para a sabedoria suprema. Deveríamos orientar as mentes de nossas crianças para que este mundo dado por Deus de incrível beleza, variedades e mistérios esteja aberto às suas curiosidades e interesses.


As escolas públicas de hoje privam as crianças do seu direito de ser aquilo que Deus as fez para ser. Esse é o pecado deles. Charlotte Iserbyt, em sua magnum opus, The Deliberate Dumbing Down of America, prova através de documentação exaustiva que os educadores seculares estão utilizando técnicas de adestramento animal desenvolvidas por cientistas comportamentais, as quais transformam as crianças americanas em estúpidos robôs, que respondem por reflexos a estímulos apresentados por uma autoridade imposta e atéia. As crianças estão sendo condicionadas a responder através de uma coerção, do mesmo modo previsto pelos seus treinadores. Assim como os animais treinados, elas não podem ter domínio sobre qualquer coisa.


Educação não é a mesma coisa que treinamento. Os animais podem ser treinados. Mas não podem ser educados.


O atual sistema de educação reduz o homem ao estado de animal para que lhe seja negado o conhecimento de que ele foi feito à imagem de Deus. Quando os seres humanos, especialmente as crianças, são treinados como animais, eles estão sendo negado o que é verdadeiramente humano sobre eles: sua capacidade de usar suas mentes independentemente de qualquer treinador. É crime privar as crianças de suas qualidades e capacidades humanas. Mas é isso que está sendo feito em nome da School-to-work (Educação profissionalizante), Outcome Based Education (Educação baseada em resultados) e outros programas mais.

Agora, nossas escolas ensinam às crianças a educação para a morte, para o suicídio, para o sexo e para as drogas. Charlotte Iserbyt observou que tudo o que é ensinado antecedido da palavra "educação" não é realmente educação. Você não chama a leitura de educação para a leitura. Você não chama a aritmética de educação para a matemática. Você não chama a ortografia de educação ortográfica. Em outras palavras, o que eles estão realmente ensinando é morte, suicídio, sexo e drogas. Ao adicionar a palavra educação para estes assuntos, os educadores enganam os pais fazendo-os pensar que o que as escolas estão fazendo não é subversivo à saúde e ao bem-estar de seus filhos, mas sim algo benéfico. Entretanto, sabemos que não é.


Até quando os americanos vão permitir que seus filhos sejam privados de seus mais preciosos valores humanos? Os Homeschoolers já não permitem, porém, elas representam um percentual muito pequeno de famílias na América. Mas seus números estão crescendo. Pouco a pouco, a palavra está sendo proferida.


Graças a Deus por isso!


Tradução: Mirna Santos Stival

Revisão: Rafael Resende Stival


Postado no Blog Salmo 12


Fonte: Homeschool World

Link: http://www.home-school.com/Articles/phs36-samblumenfeld.html

quinta-feira, 22 de outubro de 2009

Um intelectual pelo direito de ser e ter família

O depoimento que se segue é do professor Luiz Carlos Faria da Silva, da Universidade de Maringá. Ele foi proferido na audiência pública da Comissão de Educação e Cultura da Câmara dos Deputados, ao tratar sobre o projeto de lei 3.518/2008, que legaliza o homeschooling. Certamente há menos de uma dezena de intelectuais como esse nas porcas universidades brasileiras. É raro encontrarmos em um só homem a experiência com a escola em casa e a sabedoria de um grande educador.

quinta-feira, 15 de outubro de 2009

Um chamado ao fascínio - Paul Washer

O grande missionário e pregador que está sendo usado pelo Criador para gerar um avivamento no Brasil e em outras nações, Paul Washer, fala um pouco sobre a natureza divina. Pensem na Sua infinitude, na Sua eternidade e na Sua onipotência.

Não deixem de assistir a Pregação Chocante (http://www.youtube.com/watch?v=N5lw809gB94), do mesmo pregador.

sexta-feira, 2 de outubro de 2009

O que brevemente acontecerá com a igreja brasileira se não houver um milagre:

Outro trecho do livro Torturado por amor de Cristo, de Richard Wurmbrand (por favor, não deixem de lê-lo):


"Desde que os comunistas assumiram o poder, cui­dadosa e astutamente para os seus propósitos têm se­duzido a Igreja. A linguagem do amor e a da sedução não diferem. Quem deseja uma jovem para ser sua es­posa e quem a deseja por apenas uma noite, para depois a desprezar, ambos dizem 'eu te amo'. Jesus ensinou-nos a distinguir a linguagem da sedução da do amor, bem como a distinguir entre os lobos vestidos de ove­lhas e as ovelhas de verdade.

Quando os comunistas assumiram o poder, milhares de padres, pastores e ministros não sabiam como dis­tinguir as duas vozes.

Os comunistas organizaram um Congresso de todos os grupos cristãos no edifício do nosso Parlamento. Ali estavam quatro mil padres, pastores e ministros de todas as denominações. Esses quatro mil padres e pas­tores escolheram Joseph Stalin como presidente hono­rário do Congresso. Ao mesmo tempo era presidente do Movimento Mundial dos Ateus e assassinos dos cristãos. Um após outro, bispos e pastores se levantou no nosso Parlamento e declararam que Comunismo e Cristianis­mo são fundamentalmente a mesma coisa e podiam muito bem coexistir. Um após outro, os ministros ali presentes pronunciaram palavras laudatórias ao Comu­nismo e asseguraram ao novo governo a lealdade da Igreja.

Minha esposa e eu estávamos presentes. Ela, sen­tada junto a mim, dizia-me: 'Richard, levanta-te e lava esta vergonha que estão atirando à face de Cristo! Eles estão cuspindo no Seu rosto'. Respondi-lhe: 'Se eu assim proceder, você perderá seu marido'. Ela atalhou: 'Não quero ter um marido covarde'.

Então me levantei e falei ao Congresso, exaltando não aos matadores de cristãos, mas a Cristo e Deus, e afirmei que nossa lealdade é devida em primeiro lugar ao Senhor. Os discursos nesse Congresso estavam sendo irradiados; por todo o país se ouvia a proclamação do Evangelho, feita da tribuna do Parlamento comunista! Depois tive de pagar por isto, mas valeu a pena!

Ortodoxos e protestantes disputavam entre si a en­trega de cada um ao Comunismo. Um bispo ortodoxo colocou em sua batina a foice e o martelo, pedindo aos seus subalternos que não mais o chamassem de 'Sua Graça', mas de 'Camarada Bispo'. Assisti ao Congres­so dos batistas na cidade de Resita — congresso sob a bandeira vermelha — que o hino da União Soviética foi entoado por todos os presentes de pé. O presidente dos batistas afirmou que Stalin o que fez foi realizar a vontade de Deus e também o elogiou como um grande professor de Bíblia! Padres ortodoxos como Patrascoiu e Rosianou foram mais específicos. Tornaram-se agentes da Policia Secreta. Rapp, bispo representante da Igreja Luterana da Romênia, começou a ensinar no Seminá­rio Teológico que Deus deu três revelações: uma por Moisés, outra através de Jesus e a terceira através de Stalin, esta última superando a anterior.

Deve ficar entendido que os verdadeiros batistas, aos quais muito amo, não concordaram com isso e perma­neceram fiéis a Cristo, pelo que muito sofreram. En­tretanto, os comunistas 'elegeram' seus líderes e eles não tiveram outra alternativa senão aceitá-los. A mes­ma situação continua hoje com a mais alta liderança religiosa.

Aqueles que se tornaram servos do Comunismo, em lugar de servos de Cristo, começaram a denunciar os irmãos que os não acompanhavam."

terça-feira, 22 de setembro de 2009

Erodindo as eras

Por Tas Walker


Este artigo demonstra como James Hutton, o geólogo considerado o pai do uniformitarianismo e “avô” do evolucionismo, ou o “João Batista” de Darwin, baseou-se em uma mera presunção para criar o seu modelo de gênese das estruturas geológicas. Mesmo assim, ele está para a Geologia moderna como Newton está para a Física. (Nota do tradutor)

Foi James Hutton, o médico escocês que virou geólogo, que em 1785 sugeriu ser a Terra era extremamente velha. Sua famosa afirmação de que não havia "nenhum vestígio de um começo, nenhuma perspectiva de um fim" preparou o caminho para a teoria da evolução de Darwin. 1 A maioria dos geólogos modernos considera sensata a perspectiva de Hutton. Os cientistas evolucionistas geralmente concordam que os continentes se formaram há pelo menos 2,5 bilhões de anos atrás. 2 A idade divulgada para algumas partes da Austrália é de mais de 3 bilhões de anos. Grande parte do resto do continente é datada como tendo entre 3,0 e 0,6 bilhões anos de idade. 3 Uma história semelhante é contada para outros continentes: a idade das seus embasamentos cristalinos (rochas metamórficas e ígneas) está na escala de bilhões de anos.
Essas idéias se revelam totalmente inconvincentes se submetidas a uma análise mais atenta. É patente que há muitos processos geológicos que indicam que os continentes não são tão velhos quanto dizem os evolucionistas. 4 Um dos problemas para essa idade tão grande é a erosão. Os continentes não podem ter bilhões de anos, pois eles já deviam ter sido erodido há muito tempo. Não sobraria nada.

Mensurando erosões

A água é a principal culpada pela dissolução dos sais minerais, do solos friáveis e das rochas do terreno e os transporta para o oceano. Dia após dia, ano após ano, como uma procissão interminável de trens de cargas, os rios de todo o mundo carreiam toneladas de rocha decomposta em todos os continentes e os despejam no oceano. Se compararmos, o material retirado pelos ventos, pelas geleiras e pelas ondas litorâneas é mínimo.
Sempre que chove a água pode começar a erodir. Ela coleta esse material em regiões chamadas bacias de drenagem, áreas facilmente identificados em um mapa topográfico. Por amostragem, na foz do rio, podemos medir o volume de água proveniente da bacia e a quantidade de sedimentos que ela carrega. É difícil ser exato, porque alguns sedimentos são arrastados ou empurrados ao longo do fundo do rio. O “Material de leito”, como é chamado, não é facilmente observável. Às vezes, variáveis arbitrárias são incluídas nos cálculos por causa disso.
Outro problema é como lidar com eventos catastróficos raros. Embora estes possam ser responsáveis pelo transporte de grandes quantidades de sedimentos em um tempo muito curto, eles são quase impossíveis de se medir. Tanto o material de leito quanto as catástrofes, transportam mais sedimentos do que pode ser mensurado diretamente.
No entanto, sedimentologistas têm pesquisado muitos rios de todo o mundo e calcularam o quão rápido a terra está desaparecendo. As medições mostram que alguns rios estão escavando suas bacias de drenagem numa taxa de 1 metro de altitude a cada 1.000 anos, enquanto outros escavam apenas 1 mm a cada 1.000 anos. A redução da altitude média para todos os continentes do mundo é de cerca de 60 mm a cada 1.000 anos, o que equivale a cerca de 24 bilhões de toneladas de sedimento por ano (Tabela 1). 5 É muita adubação de cobertura!

Continentes que desaparecem

Na escala de um período de vida humana, essas taxas de erosão são baixas. Mas para aqueles que dizem que os continentes têm bilhões de anos de idade, as taxas são excessivas. Um total de 150 quilômetros teria sido corroído dos continentes em 2,5 bilhões de anos. Isso desafia o senso comum. Se a erosão vinha acontecendo há bilhões de anos, os continentes sequer permaneceriam na Terra.

Este problema tem sido destacado por vários geólogos que calcularam que a América do Norte deveria ter sido nivelada em 10 milhões de anos se a média de erosão fosse a mesma. 6 Este é um tempo extremamente curto em comparação com os supostos 2,5 bilhões de anos dos continentes. Para piorar a situação, muitos rios corroem o cume das suas bacias hidrográficas muito mais rápido do que a média (Tabela 1). Mesmo com menor taxa de 1 mm de redução de altitude a cada 1.000 anos, os continentes com uma altitude média de 623 metros (2.000 pés), deveriam ter desaparecido há muito tempo.
Essas taxas não só minam a idéia de continentes com milhares de anos de idade, mas também dão cabo ao conceito de montanhas muito antigas. Em geral, as regiões montanhosas com as suas encostas íngremes e vales profundos têm erosão mais rápida. Taxas de erosão de 1.000 mm por 1.000 anos são comuns nas regiões alpinas da Papua Nova Guiné, México e Himalaia. 7 Uma das mais rápidas reduções regionais de altitude registradas é de 19 metros a cada 1.000 anos em um vulcão em Papua Nova Guiné. 8 O rio Amarelo, na China pode achatar uma montanha tão elevada como o Everest em 10 milhões anos. 9 As cadeias de montanhas, como o Caledônias, na Europa ocidental, e os Apalaches, no leste da América do Norte, não são facilmente explicadas porque não são tão elevadas como o Everest, mas supõe-se que tenham várias centenas de milhões de anos. Se a erosão tem ocorrido há tanto tempo, estas montanhas não deveriam mais existir. 10
A erosão é também um problema para os terrenos planos que são classificados como muito antigos. Estas superfícies se estendem por grandes áreas e ainda assim mostram pequeno ou nenhum sinal de erosão. Além disso, as superfícies não têm nenhuma evidência de terem sido cobertas por outras camadas sobre elas. Um exemplo é a Ilha Kangaroo (Austrália meridional), que tem cerca de 140 km de comprimento e 60 km de largura. É afirmado que sua superfície tem pelo menos 160 milhões de anos, com base nos fósseis e na datação radioativa. No entanto, a maior parte de sua área é extremamente plana. 11 O terreno é praticamente o mesmo de quando ela foi soerguida – a erosão quase não tocou na superfície exposta. Como ele pôde ficar tão plano sem ser corroído por 160 milhões de anos de chuva?

Procurando uma saída

Por que então os continentes e montanhas ainda subsistem se estão sendo erodidos tão rapidamente? Por que tantos acidentes geográficos considerados velhos não mostram sinais de erosão? A resposta simples: eles não são tão antigos quanto se alega, mas são "jovens", como está na Bíblia. Porém, isso não é filosoficamente aceitável para os geólogos evolucionistas, logo, outras explicações são feitas inutilmente.

Por exemplo, sugere-se que as montanhas continuem a existir porque abaixo delas há um constante soerguimento tomando seu lugar. 12 Consequentemente, as montanhas deveriam ter sido totalmente erodidas e soerguidas muitas vezes em 2,5 bilhões de anos. No entanto, apesar de o soerguimento estar ocorrendo em áreas montanhosas, tais processos de soerguimento e erosão não poderiam continuar por muito tempo sem que todas as camadas de sedimentos fossem removidas. Logo, não poderíamos ter a esperança de encontrar qualquer sedimento antigo em áreas montanhosas se por diversas vezes tivessem sido erodidas e soerguidas. Entretanto, admiravelmente há sedimentos de todas as idades nas regiões montanhosas, desde os mais jovens aos mais velhos (por métodos de datação evolutiva) são preservados. A idéia de renovação contínua por soerguimento não resolve o problema.

Outra idéia sugerida para se resolver o problema é que as atuais taxas de erosão que estão sendo medidas são deveras altas. 13 Segundo este argumento, a erosão era muito menor no passado, antes que seres humanos pudessem interferir. Presume-se que as atividades humanas, tais como o desmatamento e a agricultura, são as razões pelas quais estamos medindo as modernas taxas de erosão tão altas. No entanto, as mensurações quantitativas sobre os efeitos da atividade humana descobriram que as taxas de erosão foram aumentadas em apenas 2 a 2,5 vezes. 14 Para queste a explicação resolvesse o problema, o acréscimo teria de ser várias centenas de vezes maior. Mais uma vez, a explicação não funciona.

Também foi proposto que o clima no passado teria sido bem mais seco (porque menos água significa menor erosão). 15 Porém, essa idéia vai contra as provas. Na verdade o clima era mais úmido, como pode se deduzir pela abundância de vegetação nos registros fósseis.

Os continentes são jovens

A história "lenta e gradual", proposta pelo médico escocês há duzentos anos atrás, não faz sentido. A alegação dos defensores da terra-velha é a de que os continentes têm mais de 2,5 bilhões de anos de idade, mas, usando seus próprios pressupostos, os continentes deveriam ter sido erodidos em apenas 10 milhões de anos. Observe que os 10 milhões de anos não são a idade estimada dos continentes. 16 Pelo contrário, ela destaca a falência das idéias uniformitarianista. Os geólogos que crêem na Bíblia consideram que as montanhas e os continentes que temos hoje foram formados como conseqüência da inundação dos dias de Noé. Quando os continentes foram elevados no fim do dilúvio, a incrível energia das enchentes recuando esculpiu na paisagem. Não aconteceu muita coisa, geologicamente falando, nos 4.500 anos seguintes.

1. Hutton, J., Theory of the Earth with Proof and Illustrations, discussed by Press, F. and Siever, R., In: Earth 4th ed., W.H. Freeman and Company, NY, USA, pp. 33, 37, 40, 1986.
2. Roth, Ariel, Origins: Linking Science and Scripture, Review and Herald Publishing, Hagerstown, 1998. São citados uma série de referências sobre o crescimento e preservação da crosta continental.
3. Parkinson, G., (ed.), Atlas of Australian Resources: Geology and Minerals. Auslig, Canberra, Australia, 1988.
4. Morris, J., The Young Earth, Creation-Life Publishers, Colorado Springs, USA, 1994. Explica uma série de processos geológicos que evidenciam a visão de que a Terra é jovem.
5. Ref. 2, p. 264, agrupa várias taxas de erosão a partir de certo número de fontes.
6. For example, Ref. 2, p. 271, quotes Dott & Batten, Evolution of the Earth, McGraw-Hill, NY, USA, p. 155, 1988, e vários outros.
7. Ref. 2, p. 266.
8. Ollier, C.D. and Brown, M.J.F., Erosion of a young volcano in New Guinea, Zeitschrift für Geomorphologie 15:12–28, 1971, cited by Roth, Ref. 2, p. 272.
9. Sparks, B.W., Geographies for advanced study, In: Geomorphology 3rd ed., Beaver, S.H. (ed.), Longman Group, London and New York, p. 510, 1986, cited by Roth, Ref. 2, p. 272.
10. Ref. 2, p. 264.
11. Ref. 2, p. 266.
12. For example, Blatt, H., Middleton G. and Murray, R., Origin of Sedimentary Rocks, 2nd ed., Englewood Cliffs, Prentice Hall, p. 18, 1980, cited by Roth, Ref. 2, p. 266.
13. Ref. 2, p. 266.
14. Judson, S., Erosion of the land—or what’s happening to our continents? American Scientist 56:356–374, 1968.
15. Ref. 2, p. 266.
16. É o limite máximo de idade, a idade real não poderia ser menor, por exemplo, a idade bíblica de cerca de 6.000 anos.
17. Adaptado de Roth, Ref. 2, p. 264.


Tradução: Rafael Resende Stival - salmo12.blogspot.com

Link para o artigo: http://biblicalgeology.net/2006/Eroding-ages.html